EDEN X * Estrutura Paradisíaca

EDEN X

Éden 1.0

Festival Jardins Efémeros, Viseu, 8-16 Julho 2022*

O mar, a terra, as plantas, as pedras e mesmo o ar, que idealmente seriam bens comuns, são efetivamente balizados em concepções jurídicas e proprietárias. Se fossem propriedade colectiva de todos os membros da sociedade, seria necessária uma forma de organização não hierárquica e descentralizada, um modelo social em que os recursos seriam auto-governados por comunidades de utentes mais-que-humanos. Eden X 1.0 ensaiou essa possibilidade a uma escala pequena, através da constituição de um grupo com vista à gestão colectiva de um jardim na cidade de Viseu, tendo compreendido a participação de escritores, artistas, engenheiros, designers, cidadãos e outros.

Criação & Direção Artística
Joana Pestana e Mariana Pestana

Desenvolvimento de Bot
Kevin Gallagher

Desenvolvimento Web e Creative Coding
Rafael Gonçalves

Assistência ao Design Expositivo
Meander van der Weijst

Direcção Artística dos Jardins Efémeros
Sandra Oliveira

Participantes no Fórum (convidados)
Joana Bértholo, Joana Rafael, Michael Marder, Nestor Pestana, Nuno Marques, ITI-Larsys.

Participantes no Fórum (selecionados por Open Call)
Alejandra Jana, Cristina Amaro da Costa, Irina Pereira, Leonor Babo, Maria Teresa Cordeiro, Miguel Teodoro, Patrícia Portela, Pedro Nascimento, Pedro Rebelo, Rebecca Mateus.

Agradecimentos
ITI-Larsys, D-Central, Maria do Carmo Mendes e Nestor Pestana. As imagens de floresta deste projecto, presentes neste website e na instalação física, foram desenvolvidas com a plataforma Dall-e 2.

Contexto
A primeira edição do EDEN X resultou de um convite feito pela Pausa Possível – Associação cultural de Desenvolvimento às criadoras Joana Pestana e Mariana Pestana para integrarem o programa da X edição dos Jardins Efémeros’22. Jardins Efémeros é um festival organizado pela Pausa Possível e financiado pelo Município de Viseu e pela Direcção Geral das Artes. Mecenas: Fundação Millennium BCP e Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento.

Éden 2.0

Conferência Bauhaus do Mar, Oeiras, 26—28.09.2023

EdenX é uma plataforma digital que ensaia modos de diálogo mais-que-humanos, acerca do rio, dos seus constituintes e respetivos direitos. Durante o evento Reading the Oceans do projecto Bauhaus of the Seas Sails cerca de 15 pessoas juntaram-se online para falar em nome próprio ou representando outras entidades com recurso à ficção, à inteligência artificial, a sensores de monitorização e outras tecnologias. A conversa decorreu em três momentos narrativos, em texto, na língua inglesa e foi assistida em tempo real e em diferido numa instalação situada nos Jardins do Palácio Marquês de Pombal em Oeiras ou através deste website.

Criação & Direção Artística
Joana Pestana e Mariana Pestana

Desenvolvimento de Bot
Kevin Gallagher

Desenvolvimento Web & Creative Coding
Rafael Gonçalves

Apoio à produção
ITI-Larsys

Criação & Direção Artística
Joana Pestana e Mariana Pestana

Desenvolvimento de Bot
Kevin Gallagher

Desenvolvimento Web & Creative Coding
Rafael Gonçalves

Apoio à produção
ITI-Larsys

Éden 3.0

Porto Design Biennale, Porto, 20.10 — 03.12-2023

Na última década vários rios viram os seus direitos reconhecidos legalmente. Em 2017, o rio Whanganui, na Nova Zelândia, recebeu personalidade jurídica, tornando-se o primeiro rio do mundo a ser reconhecido enquanto entidade legal. No mesmo ano foram conquistados processos legais em nome de outros três rios: o rio Atrato, na Colômbia, e os rios Ganga e Yamuna, na Índia. Em 2018, o tribunal da Colômbia reconheceu os direitos do rio Vilcabamba, que atravessa a região andina do sul do país. Estes eventos reconhecem os direitos dos rios devido ao seu significado cultural e espiritual junto de populações locais. Ao mesmo tempo, consolidaram certas figuras legais — guardiões ou porta-vozes — assumidas por pessoas que falam em nome da natureza.

Exemplos como estes desestabilizam a visão antropocêntrica que ainda prevalece na relação da maior parte do mundo com a natureza e contribuem para um desenvolvimento ecocêntrico alternativo. O que podemos aprender a partir destas cosmovisões? Como conduzir um desenvolvimento ecocêntrico que reconhece direitos na natureza? Que figuras legais se poderiam conceber num contexto laico em que a relação das pessoas com a natureza se foi desvanecendo nas suas dimensões culturais e espirituais? E, finalmente, que formas de diplomacia surgiriam a partir do momento em que pessoas pudessem falar em nome de entidades não-humanas?

EdenX é uma plataforma digital que ensaia modos de diálogo mais que humanos acerca dos rios, dos seus constituintes e respetivos direitos. Nos monitores da instalação presente no Reservatório de Água Nova Sintra são apresentadas conversas entre grupos de pessoas que se juntaram online para falar em nome próprio ou representando outras entidades com recurso à ficção, à inteligência artificial, a sensores de monitorização e outras tecnologias. Para além de plataforma de diálogo, o EdenX funciona como ferramenta de deliberação e decisão descentralizada e autogerida em que todos os intervenientes podem fazer propostas e votar em propostas feitas por outros.

Criação Artística
Joana Pestana e Mariana Pestana

Desenvolvimento de Bot
Kevin Gallagher

Desenvolvimento Web & Creative Coding
Rafael Gonçalves

Apoio à produção
ITI-Larsys

Assistência à produção
Sandra Oliveira

Participantes no Fórum (convidados)
André Barata, Cristiano Pedroso-Roussado, Gustavo Briz, Joana Rafael, Nestor Pestana e Maja Escher

Participantes no Fórum (Open Call)
Ana Catarina Miranda, Cecília Magalhães, Emma Álvarez Marty, Joana Magalhães, Julia Albani & Nuno Cera, Lahayda Dreger e Oscar Mauricio Rueda.

Agradecimentos
Câmara Municipal de Oeiras

Biografias da Equipa Eden X

Joana Pestana é designer e educadora. É doutoranda em Media Digitais na Universidade do Porto e assistente convidada na FBAUP, tendo leccionado anteriormente em diversas instituições, nomeadamente na Universidade Católica do Porto e Kingston School of Art. Trabalha como designer a título individual para estruturas culturais desde 2012 e desenvolve desde 2016, a título independente e colaborativo, projectos destinados à reflexão crítica sobre os monopólios das tecnologias digitais.

Mariana Pestana é arquitecta, curadora e investigadora. Cria programas culturais como exposições, eventos e instalações, entre os quais The Future Starts Here ( 2018) e Eco Visionários (2018-19) ou a 5.ª Bienal de Design de Istambul (2020-21). É co-fundadora e directora do estúdio interdisciplinar The Decorators e professora auxiliar convidada no Instituto Superior Técnico na Universidade de Lisboa onde é coordenadora de arte e cultura do projecto Bauhaus of the Seas Sails.

Kevin Gallagher é professor auxiliar na NOVA School of Science and Technology e membro de NOVA LINCS. Recebeu o seu doutoramento pela New York University Tandon School of Engineering. Os seus interesses de investigação incluem o anonimato, experiência do utilizador, privacidade, controlo de acesso, e segurança horizontal. Kevin também é co-fundador da associação sem fins lucrativos PrivacyLx e um Tor Core Contributor. Gosta de aprender línguas, cantar, e jogar TTRPGs.

Rafael Gonçalves é Designer e Developer Freelance que explora a intersecção de Digital Media e Design Gráfico. Foi New Media Director da Porto Design Biennale 2021 e concebeu e desenvolveu websites tais como Casa do Design, Arquivo da Matéria Vibrante, Projecto Orfeu e Bienal de Design do Porto, edições de 2019 e 2021. Rafael também é professor de Digital Media Design e Programação de Interfaces na ESAD, é ainda investigador na esad-idea, onde também trabalhou de 2018 a 2021 como designer e developer.

Meander Van Der Weijst é estudante de mestrado em Design Industrial na University of Technology Eindhoven, tendo anteriormente estudado Engenharia Física. O seu trabalho estabelece pontes de conhecimento entre pessoas e tecnologias emergentes, como inteligência artificial, privacidade de dados e outras, através de uma perspectiva de design e ética. Participou na execução do Eden X 1.0.

Biografias dos participantes dos fóruns Eden X

Alejandra Jaña, Chile, vive no Porto. Nos 20 anos de prática profissional dedicados ao design de comunicação, tem trabalhado em projetos públicos e privados com diferentes escalas. Foi docente da cadeira de Estudos aplicados em tipografia em 2008 na ARCA em Coimbra e entre 2009 e 2012 na FBAUP – Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, no Mestrado de Design Gráfico e Projectos Editoriais. Em 2012 em colaboração, funda o coletivo We Came from Space, plataforma de investigação e troca de conhecimento na área do design e da produção gráfica. Continua hoje a trabalhar como designer e consultora independente.

André Barata é professor na Universidade da Beira Interior, onde dirige a Faculdade de Artes e Letras. Também preside à Sociedade Portuguesa de Filosofia. Publicou na Documenta uma trilogia - “E se parássemos de sobreviver?” (2018); “O Desligamento do mundo” (2020) e “Para viver em qualquer mundo" (2022).

Bernardo Gaeiras, a transdisciplinary designer with a background in Object Design, Applied Arts, and local public policy, is currently pursuing a PhD at IST-ITI within the Bauhaus of the Seas Sails project. His research centers on non-human sensing tools while fostering active engagement in citizen science initiatives.

Carlos Pastor Garcia is an architect and researcher interested in stories and fables that generate attachment and ownership to territories and landscapes. Carlos is founder of the collective la cuarta piel, an interdisciplinary practice. Through public programs, research projects & installations, the collective builds an intermediation exercise to facilitate communication between knowledge, species and territories.

Catarina Miranda é licenciada em Biologia (2005, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), mestre em Matemática Aplicada às Ciências Biológicas (2008, Instituto Superior de Agronomia) e doutorada em Ciências da Natureza (2014, Instituto Max-Planck para a Ornitologia, Universidade de Constança, Alemanha). Foi professora e investigadora na pós-graduação em Biodiversidade e Conservação da Universidade Federal do Maranhão, Brasil (2014-2018) e na pós-graduação em Neurociências e Comportamento da Universidade Federal do Pará, Brasil (2018-Presente). Integrou o GEOTA em 2021 como coordenadora do projeto Rios Livres. Desde sempre que é fascinada pela conservação da natureza, nomeadamente pelas estratégias de preservação dos ecossistemas face aos impactos humanos. Reside em Lisboa.

Cecília Magalhães. Brasileira, designer, semioticista, investigadora em Humanidades Digitais (geralmente, no subtítulo, “com ênfase em: práticas criativas e produção de sentido no projeto doutoral Fragmentos em Prática”). Com residência fixa no coração do Bonfim e os pés nas Fontaínhas. Definições à parte, se eu pudesse melhor me descrever diria que sempre fui uma curiosa sobre a prática das coisas do mundo (e do mundo das coisas) e de como elas nos encontram e somos todos transformados nesse processo.

Cristiano Pedroso-Roussado is a Portuguese strategist and explorer, a scientist by choice. He holds a postdoctoral research grant at ITI/LARSyS from Instituto Superior Técnico, to work in the interface of design, biology, and technology. Cristiano holds a background in (micro)biology from Universidade de Lisboa and University of Brighton, UK.

Cristina Amaro da Costa é Doutorada em Engenharia Agronómica. Docente da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu desde 1995. Foi Subdiretora da Estação Agronómica Nacional (2000/2007), Provedora do Estudante (2012/2018) e Pro-Presidente para a Coordenação Institucional (2019/2021) do Instituto Politécnico de Viseu. Investiga na área da agroecologia, valorização dos serviços do ecossistema e sistemas alimentares sustentáveis, com enfoque na agricultura familiar. Advoga que o uso dos pesticidas é insustentável. É apicultora quando pode.

Emma Marty. Artista multidisciplinar franco-espanhola, vive e trabalha em Madrid. Formada em Belas Artes e mestre em Fotografia pela Universidade TAI, em seus projetos apresenta temas ambientais de forma crítica por meio de pesquisas trazidas para a prática artística junto com da experimentação com materiais orgânicos. Ela participoujá de exposições como em no Círculo de Bellas Artes de Madrid e no Espai d'Art contemporani de Valência, entre outros, e em concursos como MAPS Getxophoto ou Descubrimientos PHotoEspaña.

Gustavo Briz, arquitecto, activista LGBTI*, educador social e agricultor regenerativo, faz parte da Rede Inducar, uma cooperativa que trabalha em prol da promoção da Educação Não Formal, representando-a no #MovRioDouro, uma plataforma cidadã de defesa dos rios da bacia hidrográfica do Douro.

Irina Pereira (1992) é designer gráfica e artista. Vive no Porto, onde trabalha maioritariamente na área do design de comunicação e editorial para projectos culturais. Interessa-se em perceber a intersecção e as possibilidades do designer enquanto autor, editor e a criação coletiva. Faz parte da plataforma Pedreira, onde explora a direção criativa e artística através de exposições em formatos performativos, laboratórios experimentais e pedagogias radicais. Fez parte da arena de artes brutas Oficina Arara. É editora e criadora do projecto editorial e de assembleias Goodbye Issues.

Jennifer Cunningham is a design researcher and editor with an academic background in Material Culture and Design Anthropology (UCL). As part of the Bauhaus of the Seas project her doctoral research at ITI looks to engage waterside communities in their future with regenerative archiving practices.

Joana Bértholo. HIGH/Q (ler hai-ku) é Joana Bértholo, escritora e investigadora, com trajectos pessoais e académicos por Berlim, Buenos Aires, Gent e Sevilha. Formou-se em Design de Comunicação, doutorou-se em Estudos Culturais, mas é na ficção que investiga alguns aspectos da crise climática e ideias de natureza. Um exemplo é «Ecologia» (2018). Outros romances, contos e literatura infantil estão publicados na Editorial Caminho, bem como noutras editoras, com destaque para a Prado, a Dois Dias e a Patológico.

Joana Magalhães (1982, Porto) é licenciada em Psicologia pela UP (2006) e em Teatro-Interpretação pela ESMAE (2010). Trabalha como criadora e performer, desenvolvendo um trabalho híbrido entre as artes visuais e as artes performativas. É co-diretora artística da Plataforma UMA, coletivo dedicado à criação, programação e curadoria. Reside em Vila Nova de Cerveira.

Joana Rafael é arquiteta e investigadora. Concentra-se em (questões de) ecologia, geografia humana e ciências naturais, abrangendo cultura contemporânea, estudos de mídia, arte e tecnologia. Ela combina arquitetura como uma disciplina de pensamento e prática de design, refletindo sobre os limites de edifícios, infraestruturas e territórios contaminados. Leciona cursos relacionados com Estudos Contextuais e Cultura Contemporânea e é membro do CEGOT (Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território) e do CEAA (Centro de Estudos Arnaldo Araújo). +joanarafael.info

Katerina Iglezaki is an architect and urbanist with an MSc in Urbanism, TU Delft, working at the intersection of landscape ecology and urban design. Her research investigates agroecology as a holistic and integrated approach that aims at applying both ecological and social concepts to the design and management of sustainable food systems. She is part of the Bauhaus of the Seas program, where she explores the future of the Tagus territory in Lisbon as a political project that reconceptualizes human and non-human agents of socio-technical ecological systems.

Julia Albani e Nuno Cera. Julia Albani (1977, Herford, Alemanha) é curadora, crítica e estrategista de comunicação, que inspira e facilita o intercâmbio entre indivíduos e instituições nos campos da humanização da arquitetura e do urbanismo. Vive entre Lisboa e Montréal, e desde 2016 trabalha com o Canadian Centre for Architecture (CCA). Nuno Cera (1972 Beja, Portugal) é fotógrafo e videoartista, e vive e trabalha em Lisboa. No seu trabalho Cera aborda as condições espaciais, arquitectura e situações urbanas através de formas poéticas e documentais. Foi artista residente em Berlim (Künstlerhaus Bethanien), Nova Iorque (ISCP International Studios and Curatorial Program), Paris (Recollet) e Macau (Fundação Oriente).

Julia e Nuno criaram a personagen Acid Flamingo para a edição Eden X 3.0: Acid Flamingo é uma investigação sobre a relação entre o ambiente natural/modificado e o mundo mais do que humano. Iremos investigar dois pontos quase opostos da Península Ibérica: o estuário do Tejo em Lisboa (Portugal) e o delta do Ebro (Catalunha, Espanha) em estado de emergência climática. O projeto é apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian para uma instalação vídeo a apresentar no próximo ano no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Acid Flamingo é concebido como uma fábula que tem como protagonista o Phoenicopterus roseus.

Designer Katinka Versendaal leads a multi-disciplinary, research driven design studio which uses speculative gastronomy as a tool to provoke an exploration of the nature/culture divide, to uncover the deeply interdependent and intertwined relationships between humans, the world and the beings surrounding us and to envision regenerative and just futures of food.

Lahayda Dreger. Brasiboliviana, imigrante das etnias indígenas: Qechua-Aymará, arte-educadora y arquiteta. Atualmente reside no bairro do Bixiga, São Paulo - Capital. Trabalha como Coordenadora de Equipe Multidiciplinar de Artistas, contratada pelo Programa Vocacional, que atende os equipamentos públicos de Cultura do Governo de São Paulo.

Leonor Babo é formada em design gráfico com especialização em branding e co-fundadora da Noocity, uma start-up que pretende cultivar comunidade através da agricultura biológica, instalando e gerindo hortas comunitárias em espaços públicos e privados. Sempre se interessou pelos os temas da ecologia e sustentabilidade, nos últimos anos tem aprofundado assuntos ligados ao sistema de produção de alimentos, à agricultura regenerativa e a uma alimentação consciente. Actualmente vive em Berlim onde tem tido contacto com diversos projetos urbanos e rurais que pretendem criar uma nova relação do homem com a natureza.

Maja Escher (1990, Santiago do Cacém). A prática artística de Maja Escher tem uma dimensão coletiva e híbrida na qual desenhos, objetos encontrados, práticas colaborativas e métodos de trabalho de campo fazem parte do processo para desenvolver instalações site-specific e projetos de investigação. Barro, canas, cordas, pedras, legumes e outros elementos encontrados ou oferecidos durante as suas pesquisas de campo são frequentemente combinados com adivinhas, ditados populares e canções, criando uma tensão entre espiritualidade e ciência, magia e tecnologia.

Marco Frade Ferreira (1996) é Biólogo com mestrado em Conservação da Natureza pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É especialista em espécies invasoras dulciaquícolas tendo várias publicações científicas sobre o tema. Desde 2019 é um dos pensadores do projeto educativo do Aquário Vasco da Gama, trabalhando com o Município de Oeiras e a Marinha Portuguesa no âmbito do OeirasEduca+. Desde 2022 é curador convidado da coleção museológica do Aquário.

Mariana Simões is an architect currently taking a PhD degree in Digital Media while a researcher in the Bauhaus of the Seas Sails project. She has a degree in Architecture from FAUP-UP and a master in Contemporary History – Cities and Heritage from ISCTE-IUL.She is interested in a transdisciplinary approach towards design that considers the articulation between craft processes, science and contemporary technologies.

Maria Teresa Cordeiro é professora de História e História de Arte desde 1986. Foi coordenadora pedagógica do projecto “O meu Corpo é o Meu Jardim”, Jardins Efémeros/ FIAN/ AEGV, Viseu (2018). Em 2017, integrou o Grupo Semente da FIAN Portugal - Associação Portuguesa para a Promoção do Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas. Foi Presidente da Assembleia Geral, FIAN Portugal - Associação Portuguesa para a Promoção do Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas. A sua investigação incide sobre os Judeus Conversos, tendo realizado o primeiro estudo sistemático realizado em Portugal sobre uma comunidade cristã-nova específica fixada no espaço nacional - Viseu (PhD Universidade Salamanca).Michael Marder is IKERBASQUE Research Professor in the Department of Philosophy at the University of the Basque Country (UPV-EHU), Vitoria-Gasteiz, Spain. His writings span the fields of ecological theory, phenomenology, and political thought. He is the author of numerous scientific articles and eighteen monographs, including Plant-Thinking (2013); Phenomena—Critique—Logos (2014); The Philosopher’s Plant (2014); Dust (2016), Energy Dreams (2017), Heidegger (2018), Political Categories (2019), Pyropolitics (2015, 2020); Dump Philosophy (2020); Hegel’s Energy (2021); Green Mass (2021) and Philosophy for Passengers (2022), among others. For more information, consult his website.

Miguel Teodoro (1997) é um artista e designer português que vive entre a Holanda e Portugal. É licenciado em Artes Plásticas, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2019). Actualmente frequenta o mestrado em Geo-Design na Design Academy Eindhoven. Desenvolve uma prática artística que intersecta vários temas e disciplinas, situando a sua prática entre ecologia, arquitectura e arte explorando as correlações entre corpo, território e cultura material. Miguel Teodoro é co-autor do Mnemonic Studio e membro do Coletivo Lab.25.

Nestor Pestana é um artista multimédia português com residência em Londres. É professor no Mestrado em Information Experience Design (RCA) e no Mestrado em Cinematic and Videogame Architecture (UCL). Completou em 2015 o mestrado em Design Interactions pela RCA. A sua prática artista é de índole investigativa, utilizando metodologias do Design Especulativo e worldbuilding. Os focos temáticos centram-se em tecnologias emergentes e nas suas possíveis implicações sociais e ecológicas. O seu trabalho tem sido reconhecido pela Royal College of Art, Wellcome Trust e pela YouFab Global Creative Awards.

Nestor co-criou com a GPT-3, três personagens para a edição Eden X 1.0:

Viento. Quando o mundo era tudo e nada nele havia, aquele que não tem nome enviou Kenos. Este fez com argila dois órgãos sexuais - um masculino e um feminino, que se uniram e começaram a popular a Terra com os primeiros hoowen - ou ancestros, na língua do povo Selk’nam. Os hoowen eram imortais, e como tal cansavam-se de tanto viver, por isso deitavam-se. Devido ao conforto do descanso, alguns decidiram continuar descansando. Cada vez que um hoowen descansava e não acordava, transformava-se num elemento ou parte da natureza. Assim, sem morrer, tornaram-se água, montanhas, sol, lua, vento. Foi assim que Viento nasceu… Cuento inédito Hema’ny Molina Vargas Derechos reservados [Download]

DIP. No ano de 20xx deu-se um desastre natural de escala global, devido aos efeitos das mudanças climáticas, afetando particularmente o mundo vegetal. Assim, a UN estabeleceu um plano global obrigatório de plantação de vegetação, mas estas medidas não foram suficientes porque as plantas precisavam de constante supervisão. Criou-se então um sistema para as monitorar constantemente, ao qual DIP faz parte. DIP é um Drone de Inspeção de Plantas. Tem uma câmara que lhe permite visualizar a radiação infravermelha, o que é muito útil para analisar plantas. Tem diversos modos de voo, com destaque para o de orbitação, permitindo-lhe analisar detalhes a partir de todos os ângulos e de forma muito precisa. Existem muitos como DIP nas ecovilas, que e ajudam a que algum dia as plantas possam dar frutos e vegetais.

GOSTCA. Ser que nunca chega quando é esperado, mas deixa sempre todos intrigados e ansiosos pela sua chegada. É perito em desaparecimentos, e ninguém sabe ao certo como o faz. Poderá ter cometido uma atrocidade e, como consequência, talvez tenha sido condenado a vaguear para sempre na Terra. Não há história ou contexto que condicione Gostca. Vive em busca de um objetivo, embora ninguém saiba o que seja, nem sequer Gostca. A sua verdadeira natureza é desconhecida, e talvez seja melhor assim.

Nicholas B. Torretta is a Brazilian mixed race artist, specializing in decolonial approaches to art and design. Nicholas holds a PhD in design and professional training as luthier, musician and is a capoeira teacher. Nicholas is based in Sweden and Portugal as a postdoctoral researcher for the Bauhaus of the Seas Sails project.

Nicole Arthur is a product and service designer based in Madrid, Spain. During her studies in Stockholm, Sweden, she co-founded an urban collective that looked to co-create more engaging and playful urban spaces through creative approaches. Since then she has collaborated with non-profits and municipalities to activate multiple public spaces, testing the power of arts and creativity to spark curiosity, spontaneous interactions and deep reflections. Now, as part of the TBA21 Team and through the Bauhaus of the Seas project, she is diving into explorations of how artistic processes can lead the way towards Oceanic Awareness, Care and Action.

Nuno Marques é pós-doutorando no Environmental Humanities Laboratory do Royal Institute of Technology, em Estocolmo, tradutor de ecopoesia e poeta. Está a trabalhar num livro sobre respirar e sufocar na ecopoesia ibero-americana. Está a traduzir a poesia de Evelyn Reilly (Douda Correria) e Allison Cobb (Tigre de Papel). Publicou o poema longo Dia do Não (Douda Correria).

Oscar Mauricio é um filho do rio Magdalena na Colômbia que ficou namorado do rio talvera na Itália, ele fez seu projeto de pós graduação sobre os valores culturais desse rio, para mostrar a energia que ele traz, sem ter que construir uma usina elétrica no seu caminho.

Pedro Nascimento é Engenheiro Mecânico - Energia e Ambiente (FCTUC) e Eletrotécnico (ESTGV), é consultor AVAC na Altice Portugal em IT Cooling de Data Centers e espaços de telecomunicações. Trabalha na otimização de eficiência energética dos sistemas de Climatização e Energia e na redução de emissões de Gases Fluorados com Efeito de Estufa (GFEE). Partilha do conhecimento para a inovação social; voluntariado em sensibilização e educação ambiental para a sustentabilidade de São Tomé e Príncipe.

Pedro Rebelo é artista sonoro, compositor, investigador e professor catedrático, diretor do SARC, Queen’s University Belfast. A sua prática artística é definida por um processo de investigação e inclui performance, electrónica, instalação, audiovisual, e projetos participativos com comunidades no Brasil, Mozambique, Portugal, Irlanda. Projetos interdisciplinares incluindo “Sounding Conflict”, financiado pelo Research Council UK, questionam a relação entre som, música e situações de conflito. Outras áreas de investigação incluem som imersivo e experiências de escuta aumentadas.

Valentina Demarchi is an interdisciplinary designer (MSc from PoliMi and ASP alumna) strongly oriented towards culture-driven Social Innovation. As a PhD student at ITI, Técnico Lisboa, and part of the Bauhaus of the Seas Sails project, Valentina is particularly interested in hands-on 'ocean literacy' initiatives – what she calls “ocean tinkering” – and their contribution to quickening 'social imagination' by nurturing digital and green skills.

Rebecca Mateus (1993) é alfacinha de gema. O seu ser é bailarina, bióloga, capoeirista, ativista. É ser ciência e arte em movimento. É ser-humana, que também é ser animal. É ter todas as ideias, idades e humores. É ser inquieta e à procura. É ser um puzzle de histórias, interesses e motivações. Feminista, ecofeminista, sociocrata. É um ser que ensina e aprende a toda a hora. É ser múltipla a multiplicar-se – semear aqui, colher ali, transportar acolá.

Ziqi Huang is a PhD student at IST, actively engaged in the Bauhaus of the Seas project. Her research is centered on acoustic sensing for biodiversity monitoring. She holds a BA in Economics and Management from Wuyi University, China, and an MSc in Computer Science and Software Engineering from Shenzhen University, China. Ziqi is deeply passionate about sensing technologies and their role in environmental conservation.